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Por Rafael Bretas • Founder, CCO

Puta merd*, e agora? A história por trás do nome da Fog

Em 2016, lançamos a cerveja Fog Fifteenth, que é uma edição limitada em comemoração aos 15 anos da agência Fog. Mas não seria justo apenas lançar sem ter uma história por trás. Nossa cerveja é típica inglesa, inspirada em nosso início. E falando nisso, muita gente me pergunta o porquê do nome Fog e qual a nossa ligação com a Inglaterra. Bem, para isso vou falar de mim, mas não chega a ser uma autobiografia.

Desde jovem pensava em negócios, empresas e inovação de forma intensa. Em maio de 2001, em meio a várias ideias, resolvi ir atrás de um sonho que era morar em Londres. Fui para ficar um ano e voltei em um mês. No auge de minha imaturidade emocional, estava precisando de um impulso sobre o que fazer com minhas ideias empreendedoras. E lembro-me como se fosse hoje quando por volta das 23h, chovendo, na ponte do Rio Tâmisa, em frente ao Big Ben, falei o meu primeiro “Puta Merda e Agora”? Desculpa desde já a indelicadeza da palavra, mas considero em minha vida os “Puta merda e agora?“ como marcos de decisões. Seja quando algo dá errado e você precisa de uma solução ou quando algo muito bom acontece e você vai precisar de uma nova organização para fazer dar certo. Naquele momento eu estava em dúvida sobre o que fazer e ali eu tive um clique de que seria possível alcançar tudo o que quisesse pois estava naquele momento em um cenário que tinha sonhado antes, literalmente. E de imediato resolvi interromper uma vontade de estar lá para voltar e iniciar o que seria minha jornada a partir daquele momento.

Fog vem da famosa névoa Londrina, de baixo para cima, que te guia nas ruas de maneira charmosa. Aquele dia eu fui guiado por uma fria névoa que me trouxe de volta. A Inglaterra pode sair da união europeia, mas não sairá nunca do meu coração, pois foi a partir daquele dia que muita coisa mudou. E posso dizer que foram anos intensos. Tenho graduação, especializações, MBA, entre tantas outras coisas. Mas posso ser sincero? Minha maior escola foi viver esses últimos anos da minha vida. Já tive 5 empresas efetivas, criei o primeiro comércio eletrônico de comida do Brasil em 2003 quando o ifood nem pensava em existir. Uma grande ideia que chegou antes do seu tempo e a dificuldade de rentabilizar, inviabilizou.

Conquistei muita coisa saindo do zero, viajei muito, comemorei, sofri, chorei, perdi tudo o que ganhei, quebrei, recuperei de novo, comemorei mais, já vivi uma montanha russa de emoções, conquistei mais do que clientes, fiz muitos amigos, nunca quis criar inimizades mas talvez alguém no mundo não goste de mim e se é o seu caso me perdoe e vamos tomar uma cerveja para resolver isso. Enfim, neste tempo todo tive grandes vitórias e aprendizados, de forma épica. Falei muitos “Puta merda e agora?” que virou até mote interno na minha consciência. E eu gosto de ver o lado bom de tudo. Na verdade quando algo dá errado para mim, eu digo que estou colaborando com a minha biografia pois eu nunca li uma onde o protagonista apenas se dá bem, pelo contrário.

E uma coisa que aprendi é que nenhuma condição é permanente, seja humilde, respeite e valorize cada momento e oportunidade para seguir sua intuição. E no meio de tantos “Puta merda e agora?”, a agência Fog segue bravamente por anos, de forma madura, se reinventa quando necessário, fica cada vez melhor. E muita gente me pergunta se eu já não pensei em desistir da minha vida empreendedora em um país com tantos obstáculos. E minha resposta é sempre a mesma: – todos os dias. Mas apenas para eu poder me lembrar o porquê de continuar. E não tem nada a ver sobre criar marcas, anúncios premiados, ser reconhecido ou ganhar muito dinheiro. Isso tudo é muito bom, mas eu fazer o que faço tem a ver com olhar nos olhos de cada um e reconhecer o brilho de sonhos realizados. Enxergar propósitos nas pessoas e ajudar. Mudar vidas, colaborar em transformações, participar de momentos inspiradores, da busca de objetivos, de metas alcançadas, sobre deixar um legado.

Hoje, anos após fundar a agência, posso afirmar que tenho alguns caprichos. O principal deles é que trabalho apenas com quem eu acredito, confio e me inspiro. Seja colaborador, sócio, cliente ou fornecedor. Não consigo funcionar com alguém que não sinta admiração. E o que importa na vida é ter uma jornada que se possa ter orgulho seja de você mesmo ou de quem está fazendo o seu caminho, mesmo que seja distinto do seu. E seja o que aconteça com a sua vida, a melhor coisa para ajudar a resolvê-la sempre será um “Puta merda e agora?”.

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